Eu sou quem você vê hoje. Essa menina que sorri pra tudo e todos, mas que é silenciosa mesmo que você a veja falando por muito tempo. Posso dizer que engano as pessoas todos os dias, não por maldade, mas por segurança… consigo fazer com que pensem que está tudo bem, mas não pense que isso me deixa bem, pelo contrário. Dói, mas não há o que se fazer. Uma vez ou outra, me abro e deixo escapar algumas palavras, mas nem todas… isso pode ser perigoso demais. De noite, choro e me reviro na cama tentando entender várias coisas, depois percebo que não basta entender, é preciso resolver… desisto. Mas não desisto por fraqueza, desisto porque conheço minhas dores e sei como poupá-las. É como alguém que tem patins, cai muitas vezes com ele, se machuca e mesmo assim continua… quando pega o jeito, escolhe lugares planos e calmos, para não se machucar de novo, assim trato meu coração e meus problemas; sempre procurando a forma que menos dói, e como é difícil, só eu sei.




